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Tanto o planejamento econômico quanto o econômico-financeiro são de extrema importância na gestão da escola. Não há como realizar novos investimentos e adquirir rentabilidade sem planejamento. A inadimplência também é consequência de um planejamento mal feito e mal acompanhado.

Digamos que a escola tenha colocado no seu plano pedagógico do ano – que foi distribuído aos alunos e clientes diretos – que iria fazer um passeio com os alunos, a fim de que eles conhecessem a vida dos fidalgos na época do Império, etc. Pois bem, se esse passeio não se realizar por qualquer motivo, um grande problema pode ser criado para a escola, com a queixa dos alunos.

As expectativas criadas que não foram atingidas geram frustração. E essa frustração chega à família do aluno, que começa a comentar com o vizinho que aquela escola não cumpre o que promete… e vai por aí. O planejamento deve ser bem acompanhado. Se acontecer um imprevisto, comunique ao cliente com eficácia, bem antes que o problema se espalhe. Se necessário, chame-o À escola para uma reunião. Não deixe que o cliente/aluno note alguma queda na qualidade de sua escola.

As pessoas fixam objetivos e fazem um planejamento para atingi-los, definindo recursos, tempos e os procedimentos cabíveis, dentro de um processo administrativo. Planejar é estabelecer um roteiro para atingir um determinado objetivo, onde se define, a princípio, quem deve fazer o quê, quando, como, onde, e que recursos serão necessários.

Para elaborar um planejamento adequado, podemos considerar os seguintes passos:

  • Identificar quais as condições do ambiente interno e do externo mais importante para o negócio da educação;
  • Verificar que diferenciais competitivos, estratégias e táticas devem ser adotados;
  • Priorizar as competências para definir os objetivos a serem atingidos;
  • Definir quais as ações táticas, o público-alvo e os nichos do mercado;

Hoje em dia, a administração de uma escola particular deve ser competente e profissional. É preciso ter controles rígidos, trabalhar as questões de redução de custos, eliminar tarefas duplicadas, procedimentos errôneos, desperdícios, e buscar novas fontes de receita. Ter controles internos bem definidos e organizados, e um serviço de contabilidade capaz de fornecer imediatamente os dados gerenciais sempre que os gestores necessitarem tomar qualquer decisão.

Precisamos lembrar que todo projeto envolve custos que devem ser recompostos ao atingirmos o objetivo. Logo, uma interrupção traz prejuízos. Por outro lado, às vezes continuar pode trazer mais prejuízos. Cabe ao gestor da instituição prever todas as situações possíveis e sugerir soluções mais eficazes.

Fonte: Inadimplência no Setor Educacional/Jackson Teixeira/Hoper Editora.

 

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